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16/06/2010 15:06

Enquanto Houver Cor, Haverá Poesia, de Pedro Teixeira

Pedro, que é pedra doce no olhar e no viver, expõe na poesia
dessas imagens toda a emoção que tem guiado seu fazer
fotográfico desde que, aos 22 anos, pegou uma Zenit e não
parou mais de clicar.
 
Pedro, que é coração e sangue, foi ser biólogo na vida e, por
nove anos, fez uma pausa nessas capturas de tempo e luz,
retornando pelas mãos mágicas de Walter Firmo.

Para ele está sendo um enorme prazer poder compartilhar
o fruto sagrado de seu íntimo universo de olhares, luzes,
poesias... então, vamos saborear também esse encantamento que nos oferece Pedro Teixeira.

Fatinha Costa - Amiga e Fotógrafa


“Enquanto houver cor, haverá poesia” é uma dessas surpresas agradáveis que emana dos olhos de um homem que ainda guarda dentro de si a espiritualidade juvenil depositada nos matizes do mundo quando, nos tempos de chumbo da vida moderna, nos leva cada vez mais nesta travessia para logo chegar na terceira margem. Aquela das ilusões, onde o paraíso das cores seja o fruto de uma lapidada frase “a gente só vive quando vê”.

Infeliz o cachorro que, segundo a ciência, enxerga em preto e branco. E, aí, o faro se acentua e as mordidas também. A cor está para nós como a bengala ao cego. O desfrute de homem além da atmosfera no vislumbre de olhar e dizer: “A terra é azul”. Ou Ary Barroso, ufanista e patriota, afirmar “onde o céu é mais azul, eu andei de norte a sul”, são frases que diferenciam o bem-estar e a felicidade do indivíduo.

Então, bem-aventurado aquele que decanta e come todo o cromatismo para depois nos seduzir maliciosamente, encantado como um fauno anunciando formas, diagonais, pontos de ouro, áreas triunfantes iluminando e ressaltando cores objetivas.
 

Cidade:Rio de Janeiro
Endereço:Cine Santa Teresa | Rua Paschoal Carlos Magno, 136
Inicio:04/06/2010
Fim:27/06/2010
Telefone:(21) 2222 0203
Sitewww.cinesanta.com.br