24/02/2010 12:02
Parece Verdade, de Caio Reisewitz
Em uma parceria com a editora Cosac Naify, o CCBB Rio lança no próximo dia 24 de fevereiro, quarta-feira, às 18h30, o catálogo da exposição "Caio Reisewitz – Parece Verdade". Na ocasião, o curador da mostra, Fernando Cocchiarale, fará palestra, com entrada franca, com a presença do artista, que vive em São Paulo.
A bem-cuidada edição tem 192 páginas, formato 21 x 25,5 cm e programação visual de Carla Zocchio, e terá distribuição nacional. Os textos são de Fernando Cocchiarale e Horacio Fernandez, um dos maiores especialistas de fotografia da Espanha. A publicação tem ainda entrevista com o artista feita por Miguel Chaia, coordenador e pesquisador do Núcleo de Estudos em arte, mídia e política da PUC SP.
A exposição “Caio Reisewitz – Parece Verdade” fica no CCBB Rio até 07 de março de 2010. A mostra reúne mais de 50 fotografias do artista, e ocupa as salas do segundo andar do CCBB [B, C e D].
“Parece Verdade” é uma panorâmica da trajetória de Caio Reisewitz, abrangendo os oito últimos anos da produção do artista, que rapidamente se tornou um dos mais destacados do cenário contemporâneo brasileiro. Será a primeira vez no Brasil que ele reúne esse conjunto de fotografias, das quais muitas estiveram em várias mostras no exterior.
“Parece Verdade”, no CCBB, Rio apresenta oito fotografias inéditas no Brasil, das quais uma, “Guanabara”, foi feita especialmente para a mostra. As fotografias, que podem medir até 2,80m por 1,95m, também representam “um panorama do deslocamento” do artista, que fotografou na capital, no interior e no litoral de São Paulo, e também no Rio de Janeiro, Pará, Goiás, Distrito Federal [Brasília] e Paraná. Há ainda trabalhos realizados em Cartagena das Índias, Colômbia, Frankfurt, na Alemanha, e em Ushuaia, Argentina.
PAISAGEM: NATURAL E CONSTRUÍDA
Uma das características do trabalho de Caio Reisewitz é o interesse pela paisagem, seja a natural, com cenas da natureza, ou a construída pelo homem, como o interior de igrejas barrocas ou frios espaços dos poderes legislativo e executivo.
“Existe a realidade como ela é, e a construída. O interior de uma igreja barroca, por exemplo, é uma obra de arte em si, plena de detalhes requintados. E também há cenas da natureza em que, apesar de ser uma realidade direta, ela é tão elaborada que você pode pensar que foi construída, ou teve algum tipo de montagem e manipulação, o que não ocorreu”, observa. Outro aspecto do trabalho do fotógrafo é a quase total ausência do ser humano. “Não é proposital, é um instinto”, diz. As exceções são fotos de 2002 em que usa a imagem de um amigo, Rufo, ou da menina Antonia, filha de outro amigo, único retrato, propriamente dito, da mostra. Há uma outra vertente na pesquisa de Caio Reisewitz que é registrar a alteração, “ou destruição”, da natureza feita pelo homem. “Exemplos disso são os trabalhos ‘Bertioga’, ‘Goiânia VII’ e ‘Itaquequecetuba’”.
O artista fotografa tudo analogicamente em uma câmera Linhoff, de placa de negativo no formato 4 x 5 polegadas, correspondente a 9 x 12cm. Essas placas são escaneadas em altíssima resolução e ampliadas em um laboratório em Dusseldorf, Alemanha.
| Cidade: | Rio de Janeiro |
| Estado: | Rio de Janeiro |
| Endereço: | Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro - Rua Primeiro de Março, 66 – Centro |
| Inicio: | 24/02/2010 |
| Fim: | 24/02/2010 |
| Horário: | Quarta-feira, às 18h30. |
| Preço: | Entrada franca |
| Telefone: | (21) 3808-2020 |
| Site | www.bb.com.br/cultura |




















