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Título:
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Luís Martins: um cronista de arte em São Paulo nos anos 1940 |
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Sinopse:
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O Museu de Arte Moderna de São Paulo encerra as comemorações de seus 60 anos, completados em julho do ano passado, com o lançamento do livro Luís Martins: um cronista de arte em São Paulo nos anos 1940. Editado pelo MAM-SP, o livro tem organização de sua filha, Ana Luisa Martins, e do pesquisador José Armando Pereira da Silva. Traz 220 crônicas de autoria do jornalista que traçam um panorama do cenário artístico nacional na década de 1940, passando pelas manifestações que culminaram com a criação do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
O livro é fundamental por diversas razões. Além de lançar luz sobre a produção de um dos pioneiros da crônica e crítica de arte brasileira, resgata a situação da crítica e da arte no Brasil dos anos 40 de forma direta, uma vez que traz a observação in loco de um intelectual que viveu o período, e não análises históricas posteriores. Assim, é referência para o estudo da arte moderna no Brasil e do surgimento da identidade artística nacional.
Nascido no Rio de Janeiro em 1907, o autor acabou optando por radicar-se em São Paulo, vivendo na cidade até sua morte, em 1981. Da extensa produção de Martins como cronista, cerca de 700 textos concentrados nos anos 40 enfocam a produção artística nacional (conjunto este coletado pelos organizadores no Arquivo Público do Estado e agora conservado também na Biblioteca Paulo Mendes de Almeida do MAM-SP, no Centro de Estudos Luís Martins) em um Brasil no qual a cena da arte era ainda incipiente.
Assumindo o posto de cronista do jornal O Diário de S. Paulo, oferecido primeiramente a Mário de Andrade como confessou o próprio Martins tempos depois, tornou-se um polemista contra o gosto vigente, que então ainda valorizava o academismo em detrimento às vanguardas que já se impunham no país.
Martins foi um dos críticos que mantiveram o modernismo na pauta do dia em artes visuais entre tantos assuntos conturbados da época, como a passagem da ditadura getulista para a democracia e o fim da Segunda Guerra Mundial. Com isso, desempenhou também o papel de incentivador dos então jovens artistas da segunda fase do modernismo, como o Grupo Santa Helena, como também de debatedor da produção de nomes que já eram consagrados, como Cândido Portinari, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Ernesto Di Fiori etc.
Com sua verve indomável, Martins foi uma das primeiras vozes a pedir a construção de um Museu de Arte Moderna em São Paulo, e seu ativismo e ação diretas culminaram com sua criação de fato, em 1948, por Ciccillo Matarazzo. Assim, o livro Luís Martins: um cronista de arte em São Paulo nos anos 1940 torna-se uma publicação fundamental para todos os interessados na história da arte brasileira.
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Autores:
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Organização: Ana Luisa Martins e José Armando Pereira da Silva |
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Editora:
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MAM-SP |
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