Bel Pinheiro

A mulher por trás da Galeria Virgílio foi a pessoa escolhida para iniciarmos a nossa nova coluna gente de arte.
Todos nós terminamos sempre conhecendo os artistas e as suas obras, mas raramente temos a oportunidade de conhecermos quem está por trás da organização, produção e tudo mas que envolve o mercado das artes. Aqui vamos contar o que acontece nos bastidores do mundo da arte contemporânea.
Durante a vernissage na Galeria Virgílio onde Bel Pinheiro apresentou os artistas: Karen Kabbani e Vanderlei Lopes, nós fizemos algumas perguntas sobre o processo de produção de uma exposição.
Ao entrar um pouco antes do começo das duas Vernissages me deparei com Bel Pinheiro segurando um pincel e uma lata de tinta branca como quem acabara de dar uns últimos retoques na galeria. Foi esta a impressão que mais tarde pude ter dela. A de uma pessoa que está intensamente ligada aos detalhes da exposição e que faz questão de estar em cima de tudo para que não hajam imprevistos.
Como você faz para escolher os artistas que vão expor ao mesmo tempo em sua galeria, ou melhor vão abrir as exposições em uma mesma noite?
Eu não costumo fazer uma relação de uma exposição com outra, ao contrário, eu gosto desta surpresa. Uma exposição de um jeito e outra completamente diferente no outro espaço. As vezes até coincide de ter alguma relação, mas neste caso não.
Como é o processo de curadoria, de montar uma exposição?
Eu venho acompanhando o trabalho da Karen há uns 3 anos. Eu vou ao ateliê, a gente conversa. Ela me mostra uma produção. Então durante estes 3 anos nós tivemos muitas conversas olhando esta produção e no final deste processo, nos decidimos expor este trabalho e juntas a gente fez uma escolha do que vai ser mostrado e como o trabalho vai ser apresentado.
Como você faz para incluir artistas na sua lista de representados?
Eu vou atrás deles. Eu vou muito a exposições institucionais, acompanho, olho muita coisa. Já conheço muitos artistas e o que me interessa eu vou atrás. Eu acho que é o olhar do galerista. E Este olhar é o meu olhar, aquilo que me interessa, que eu gosto. Aquilo que está dentro do olhar que eu criei, que é a identidade da minha galeria.
Mas a exposição do andar de baixo é quase minimalista enquanto a deste andar(Karen) é cheia de cores e assuntos. A impressão é de que duas pessoas distintas fizeram a curadoria destes dois artistas.
Eu não tenho uma coisa direcionada para um unico olhar, uma única linguagem ou poética. Não precisa ser tudo igual. Precisa ser interessante, intrigante...
Para quem quiser conhecer um pouco mais do que Bel Pinheiro faz, vale a pena entrar no site: www.galeriavirgilio.com.br





















